Depois de uma semana intensa com nossos alunos pensando, pesquisando e desenvolvendo o projeto para ser apresentado na Mostra Nacional de Robótica (MNR), chegamos finalmente nos últimos ajustes: revisão, testes finais e simulação do que aconteceria no evento. É neste momento que encontramos falhas no executável, mas nossos alunos são preparados para esta situação de pressão. Faltando apenas poucas horas para a apresentação, se mantiveram calmos, centrados e focados no projeto, conseguindo de uma forma surpreendente concluí-lo com excelência. Tudo resultado de empenho, dedicação e estudo. Tudo aparentava estar perfeito, funcionando nos testes de forma satisfatória, porém resolvemos testar ao extremo cada componente do projeto: o Braço Robótico controlado por Bluetooth respondia os comandos do celular corretamente, mas por quanto tempo a bateria sustentaria carga para 5 servo motores? E se o visitante acionasse todos os servo motores de forma simultânea? Carro autônomo seguir de linha e Braço Robótico Na hora dos testes essas perguntas foram respondidas: as baterias só durariam, aproximadamente, 2 horas, mas o evento tinha 10 horas, e ao acionar todos os servo motores, o sistema travava por falta de corrente no circuito, tendo que ser reiniciado de forma manual no botão de reset da placa. Para solucionar os problemas, nossos alunos ligaram uma fonte de energia para alimentar todos os servo motores, assim teriam corrente suficiente garantida por todo o evento e reservou a bateria apenas para alimentar a placa Arduíno, com capacidade de carga suficiente para as 10 horas de Evento e, principalmente, estabilidade elétrica, ficando isento das oscilações pertinentes da rede elétrica que poderiam causar perturbações no sistema. Braço Robótico com Carrinho Autonomo seguidor de linha O carrinho autônomo, responsável por transportar a peça de um braço robótico para outro, guiado por linha preta, em nosso laboratório não apresentou defeito, sob as condições de iluminação controlada, mas como no evento teríamos luz solar, não sabíamos como os sensores infravermelhos iriam se comportar, já que são sensíveis a luminosidade. Suspeita confirmada: o carro perdeu a sensibilidade e não mais conseguiu seguir a linha preta. Testes foram feitos, sensores, motores e até placa foram substituídos… nada resolveu. Até que um aluno resolveu sentar-se e revisar toda a programação, linha a linha, e como o ditado diz: “Quem procura, acha”; e ele achou! Conseguimos controlar o carro para uso em qualquer ambiente, alterando sua programação, mais especificamente a referência de leitura da luminosidade, e com isso o projeto pôde ser considerado concluído e o resultado será apresentado na Mostra. Desafio dado pela Pixels, desafio cumprido.